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LENÇÓIS

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************** Acordei entre os lençóis vazios, Cheirando a  abraço quente. No corpo, um intenso desejo, Na mente, uma lembrança, Na boca, o doce do beijo.  Não foi sonho, a lua viu. E  ela diminuia, À medida que  preenchia Nossa paixão secular. E não há mais testemunhas, Apenas o vento e o tempo, Tentando acertar os ponteiros De um tempo muito distante Que se chega transportado  Por música ou  regressão. Entre os lençóis vazios Cheirando a nós, sem ter nos visto. Grito para o infinito, Que estamos do lado de dentro. Em um mesmo pensamento.  Ligados pela eternidade. (Val Mello)

TRANSCENDÊNCIA

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.............................................. Cruzamento de olhares Entreganm os seus segredos  Levam mentes a perguntar Quem procuras na multidão. E o encontro de almas Entre olhos se abraçam Lembram tempos e histórias  Que este tempo não escreveu. Transcendencias das vidas, Que quando estão bem perto Precisam se ter de longe Para que o mundo não perceba, Que sempre estivemos juntos. (Val Mello)

TENOR

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Foto: Eduardo Reis TENOR Um sopro que faz soar, um timbre tão agudo vindo em ondas tão suaves. Precisamente, és  digno Da destreza de quem percebe almas, Da beleza de um musical sensível, Entoando a  melodia Ecoante teu ser Tua voz é  um acorde envolvente Celebrando a vida Acalmando a alma Fertilizando a mente. (Val Mello)

BATOM

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É um misto de segredos, Que transforma toda mulher. É expressão de beleza, E até desacato à fé . Mexe com sentidos mortos, Mexe com a repressão, Mexe com os comprometidos, Causa ciúmes na multidão. Escorrega entre os lábios, Nos faz despertar muitos dons, Nem quem usa, sabe explicar, O poder de um batom. (Val Mello)

UM MAR, UM VIOLÃO E ELA

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Foto: Arquivo de Internet O mar um abrigo O violão um amigo São três e trinta da manhã E já nem sei pra onde vou. Se sigo bem lento Ou se volto correndo Tentando alcançar O que me escapa das mãos. E a liberdade? De ser  eu de mim, E abandonei Em nome não sei De uma fugaz companhia Pergunto ao mar Que ainda é meu guia Quantas notas eu teço No meu vilão Por esta mulher Que não sei se me quer Que mesmo tão lacônica Me amarra a seus pés (Val Mello)

O AVESSO

Ontem chorei por você Hoje, eu  quero seu fim Amanhã quem sabe A maldita saudade  te rasgue o peito E tu se lembres de mim Na estrada eu sigo Sozinha, em delírios Tirando  um som um  sol de amar  que não cabe seu sim Quem sabe num abrigo de um colo desconhecido, vou  acordar iludida travando batalhas sem fim Mas que fim? Senão  um avesso De um verso  incerto De um blues ou bolero De um samba sem bamba De um dito poema Sem  rima nem lema De um quero ou não quero De um porre certeiro De um choro ligeiro Pronto pra recomeçar acordei sozinho  na beira mar (Val Mello)

AQUELA MENINA

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(Arquivo de Internet) O dia se finda, a noite  eu abraço Vou de bar em bar atras de um bem Que um dia eu fitei. Não sei o eu nome Nem de onde vem Se tu és sozinha Ou se tem alguém. Nas ruas e esquinas, eu busco encontrar, A dama menina com olhos de mar  eu não estava só no instante ligeiro Nem lembro quem era meu par passageiro o tempo fechou  Seu vinho acabou Partiu foi embora sem nada dizer tua face molhada me olhou e saiu Meu mundo chorou e sorriu fiquei na esperança de um dia te ver Vou de bar em bar Atrás da menina Que mesmo chorando Me fez encantar Val Mello