Lançamento da 2017 da edição da Poesia Revista Editora Gisele Lemos chancela bolgtok, Portugal. Nosso país é rico em diversidade, repleto de pessoas cultas que valorizam as parcerias culturais e o nosso tema, dessa. Edição Poesia Legal Revista, foi sobre meio ambiente. Aproveitando as pesquisas realizadas, que indicam a poesia como o gênero mais lido, entre os jovens e adolescentes a partir de 11 anos de idade . Lancamento desta edição aconteceu dia 28 de março em Ipanema, Rio de Janeiro. A ilustração da capa da Poesia Revista traz o simbolo da arara azul em representação à natureza e a imagem de todos os coautores da revista. Parabéns a todas pela inspiração de compor!!!
O status de minha irmã Rivane denucianava: ela orgulhosamente exibia um saboroso caldo da caridade feito por mamãe, foi quando lembrei que lá em Capitão de Campos, no tempo em que a internet era só um passarinho fofoqueiro no fio da luz, o entretenimento da família vinha em duas formas: o caldo da caridade da tia Conceição e as histórias mentirosas, porém deliciosas, do vô Edmundo. Nas tardes, a gente se amontoava no terreiro, cada um com seu prato de alumínio amassado, esperando a fumacinha sagrada sair da panela. Era mingau de farinha de mandioca, grosso e perfumado, com ovo de galinha caipira, coentro colhido no quintal, muita pimenta do reino e um poder milagroso: curava toda mazela, ressaca, frieira, dor de cotovelo e até casamento desfeito. — Isso aqui levanta até defunto — dizia a tia, mexendo o caldo como quem invocava uma bênção. — Se Jesus tivesse provado, a multiplicação dos pães era de mingau! Enquanto isso, vô Edmundo começava o espetáculo. Era um contador de causos profis...
Foi depois de muito mato, muita manga chupada no pé, palmito de tucum e muita carta nunca enviada que a menina do interior tropeçou num livro de gênero pomposo: Poesia. Abriu por acaso, esperando achar um horóscopo ou receita de doce de buriti, mas encontrou Mário Faustino, o tal Príncipe das Palavras. Achou que fosse nome de santo ou locutor de rádio AM, mas era poeta e dos bons. Achou também que fosse exagero de quem escreveu o prefácio, mas bastou um poema, leu e não entendeu nada. Releu e sentiu tudo, e atestou que aquele cabra sabia encantar até pedra com sílabas. Os versos eram lapidados com tanto esmero que pareciam bordados de voz. Com mãos de ourives e alma de beija-flor, ágil na arte de prender pela delicadeza. Ela não discerniu o pensamento, mas sabia que estava emocionada e com inveja, que nem sei se é permitido chamar de " inveja boa". Desde então, passou a escrever em todo canto: no caderno da escola, no verso da conta de luz, paredes e na palma da mão. Qu...
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