O POETA DE BARBA

epiderme inaccessível
pele entregue em cada página
um poema como rótulo
em emoção descoberta.

 um soneto em cada drama, 
camuflagem metrificada 
 lentes de mar aberto
olhar perdido no amar

na compreensão da leitura
escorre nos fios da barba
a mão querendo calar
a boca que conta o onírico.

Não há meios para vê
a tremura dos teus lábios
escondido em capilares
poema que anda e pensa

Hermeticamente eu descrevo,
a confusão do teu eu
atrás da barba mal feita
do fios já branqueados

a noiva que tira teu véu
vendo a face do poeta
na mágica transformação
é o assustador  papel

Val Mello






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